quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O Center for Open Science, alternativa para a Elsevier, anuncia novo serviço de preprints




O ano passado foi um período importante para o acesso aberto impulsionado por preprints. A Elsevier realizou duas grandes aquisições, a SSRN com suas redes de pesquisas editadas e bepress com seu serviço de repositório institucional da Digital Commons. A empresa irmã da Springer Nature, a Digital Science, também trabalhou para desenvolver sua presença, expandindo o figshare não apenas como um repositório de dados, mas como uma solução institucional completa e, mais recentemente, melhorando seu suporte para preprints. À medida que os fornecedores comerciais compram e constroem o caminho em direção ao repositório institucional e o mercado de preprints, o Center for Open Science (COS), entidade sem fins lucrativos, está oferecendo uma alternativa, expandindo o que chamam de serviços de preprintsimpulsionados através de sua plataforma. Em 29 de agosto de 2017, o COS anunciou1 a disponibilidade de seis novos serviços, incluindo um repositório nacional para a Indonésia e uma variedade de novos serviços multidisciplinares. Embora atualmente relativamente pequeno em escala, o COS está construindo uma plataforma para a comunidade de pesquisa que é controlada por uma entidade sem fins lucrativos e, portanto, apresenta uma alternativa interessante e potencialmente poderosa.


COS


O Center for Open Science (COS) se caracteriza como “uma start-up de tecnologia sem fins lucrativos fundada em 2013 com a missão de aumentar a abertura, a integridade e a reprodutibilidade da pesquisa científica”. O conselho é composto por cientistas e cientistas sociais de diversas e interessantes afiliações institucionais, mais notavelmente talvez, a National Academy of Science. Seu plano estratégico está disponível2 para que todos possam revisá-lo.


Trata-se de um plano notadamente transparente em relação a finanças e patrocinadores. Seu maior patrocinador todos os anos foi a Fundação Laura e John Arnold, mas também recebeu financiamento da Sloan, Templeton, IMLS, NSF, NIH, Hewlett, DARPA e outros.


Falei recentemente com Brian Nosek, Diretor Executivo do COS, sobre suas mais recentes comunidades de preprints e sua direção em geral. O COS está construindo uma plataforma na qual qualquer cientista pode realizar pesquisas de forma mais aberta que poderia ser o caso. Sua plataforma permite que os pesquisadores usem os serviços que já selecionaram (como figshare, Mendeley e Dropbox), mas de uma forma que impulsiona maior interoperabilidade ao longo do ciclo de vida da pesquisa. Também está seletivamente criando serviços próprios. Como os preprints estão bem estabelecidos em algumas áreas, mas mal utilizadas em outras, segundo Nosek, faz sentido para o COS gerar o desenvolvimento de infraestrutura que irá acelerar maior compartilhamento.


Comunidades de Preprint


O COS adota a abordagem de disponibilizar sua plataforma para outras comunidades agregarem contribuições. Em sua maior parte, em vez de solicitar a comunidades específicas que adotem sua plataforma, o COS a está disponibilizando para uma variedade de comunidades que podem ter interesse em recebê-la, como sociedades acadêmicas, agências de fomento à pesquisa e iniciativas de base. Nosek aponta para esta evidência de “demanda reprimida” em comunidades tão diversas quanto as da ciência da informação e biblioteconomia, das práticas da mente e contemplativas, das ciências nutricionais e da pesquisa relacionada com o esporte e o exercício. O COS fornece a infraestrutura e cada comunidade é responsável por solicitar contribuições e atrair os pesquisadores para usar o serviço.


Leia mais aqui . 

Abes: Adoção do blockchain no Brasil depende da maturidade no exterior

Entidade acredita que as empresas continuarão utilizando a tecnologia na criação de aplicações transacionais no período.



Considerada uma das tecnologias mais disruptivas desde o advento da Internet, o blockchain deverá movimentar cerca de 1 trilhão de dólares somente neste ano, mais de 15 vezes o valor movimentado em 2016. E isso apenas no âmbito das criptomoedas, cujos negócios diários ultrapassam a casa de 2 bilhões de dólares, segundo estudo recente da Juniper Ressearch.
No entanto, a utilização generalizada do blockchain no Brasil não é apenas uma questão de tempo, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). "Sua adoção não será em ritmo disruptivo; será lenta e gradual - e virá quando demonstrar sua maturidade lá fora", descreve o documento que foi distribuído ao público durante a Abes Software Conference 2017, na segunda-feira (18), em São Paulo.
Entre as iniciativas baseadas nessa tecnologia ao longo deste ano, a entidade destaca aplicações com enfoque na agilidade de validação transacional entre múltiplos atores: "Desafios regulatórios e de compliance são imensos no Brasil; benefícios devem surgir com controles contratuais, redução (compartilhamento) de riscos e geração de documentos (históricos) legais".
Eu, banqueiro
O diretor de operações da HiPay, empresa francesa de meio de pagamento, e de outros empreendimentos no mundo digital, o líbano-franco-brasileiro Abdallah Hitti é também um entusiasta do blockchain. Idealizador do primeiro banco do mundo sem agências, o Cortal (vendido ao BNP Paribas Group), criado na década de 1990, quando "nem se falava em fintech", o empresário representa 11 empresas na França de programas de segurança para pagamentos na Internet.
Em sua palestra no evento da Abes, Hitti abordou o papel das pessoas em sua relação com o dinheiro num futuro próximo, a partir da popularização das carteiras digitais: "Cada um de nós será banqueiro de si mesmo. O futuro é o instant payment".
Como exemplo da modalidade de pagamento baseada no blockchain, o empresário apresentou uma de suas mais recentes apostas tecnológicas: o Quick Bit, plataforma online de compra e venda de bitcoins, que, de olho na IoT, futuramente também pretende endereçar pagamentos realizados automaticamente entre objetos – já chamado de “Pagamento das Coisas” (PoT).
Esse é um mercado que sinaliza grande crescimento. Um levantamento recente da Frost & Sullivan estima que, apenas na América Latina, haverá cerca de 2,5 bilhões de dispositivos conectados até 2025 – ou 3,5 dispositivos por pessoa. Por sua vez, em nível global, o Gartner prevê 8,4 bilhões somente neste ano.
E os bancos, como ficam?
Aos poucos, os bancos também estão estudando formas de aproveitar o blockchain. De acordo com o estudo Infosys Finacle, que entrevistou 100 líderes empresariais e tecnológicos de 75 instituições financeiras ao redor do mundo, o investimento médio do setor em projetos de blockchain em 2017 deverá ser de cerca de 1 milhão de dólares.
"Os bancos têm por hábito esperar uma ideia dar certo. Nenhum deles vai abrir mão do blockchain. Simplesmente estão esperando o momento certo de adotar para, em seguida, trabalhar em moedas associadas ao modelo", diz Abdallah Hitti.
Em agosto, por exemplo, seis tradicionais instituições - entre elas, Barclays, Credit Suisse e HSBC - se juntaram ao UBS para criar um projeto de liquidação de dinheiro digital com blockchain, cujo sistema deve ser lançado até o fim de 2018.
Já no Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) formou um grupo de trabalho, do qual participam instituições como Banco Central, Banco do Brasil e Itaú Unibanco, para discutir os efeitos dessa tecnologia no mercado financeiro e em suas aplicações para aperfeiçoar tanto os produtos quanto os serviços bancários.
“Em serviços financeiros, a inovação é uma decisão de cada um de nós de respeitar três ‘enes’: 'Não vai dar certo', 'não vai funcionar', 'ninguém vai usar'. Quando você tem uma ideia e descobre esses três ‘enes’, é que tem algo bom dentro dela. (...) Foi assim que começou o blockchain: ninguém falava sobre isso e, agora, todo mundo está tratando do assunto”, completou Hitti.

FONTE: Idgnow . 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Amazon lança"Kindle Week" com descontos de até 90%

Promoção vai até 24 de setembro às 23h59




A Amazon inicia, nesta segunda-feira (18), a  Kindle Week, uma semana com descontos de até 90% em eBooks e e-readers Kindle. A promoção vai até as 23h59 do dia 24 de setembro.


De acordo com a empresa, clientes poderão aproveitar promoções em e-readers Kindle e em milhares de eBooks com até 80% de desconto, além de ofertas em livros digitais selecionados com até 90% de desconto a cada 24 horas. 


Os e-readers Kindle e Kindle Paperwhite Wi-Fi também estão em promoção, com desconto de R$ 80. Além disso, cupons com 50% de desconto (disponíveis pelo site da promoção) podem ser utilizados em eBooks em inglês, espanhol, francês, italiano e alemão.


FONTE: Infomoney e Amazon 





terça-feira, 12 de setembro de 2017

CAPES divulga oportunidades em mídia social




A partir de hoje, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) está no Linkedin. A ideia é divulgar por meio do seu perfil na mídia social ofertas de trabalho, pesquisa, bolsas e intercâmbio enviados para a instituição por diversas entidades parceiras.


Por meio desse novo canal de divulgação, a CAPES pretende ampliar a difusão de oportunidades interessantes para o público relacionado a ciência, tecnologia e inovação no país.


Quando a informação é encaminhada por entidades parceiras, a CAPES não tem envolvimento nos processos seletivos. Instituições podem encaminhar anúncios para o endereço imprensa@capes.gov.br.


Também estarão na mídia social os editais de pesquisa e bolsas de estudo com o apoio da própria CAPES.


LinkedIn


Mídia social voltada para a manutenção de contatos profissionais, o LinkedIn foi lançado em 2003 nos Estados Unidos. Segundo a empresa, a página conta com mais de 500 milhões de perfis pessoais e corporativos. A inscrição básica é gratuita, e a página oferece opções de recursos avançados mediante pagamento.


(Brasília - CCS/CAPES)


FONTECapes 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

CNPq lança chamada para programas editoriais




A editoração e a publicação de periódicos científicos brasileiros de alta especialização em todas as áreas de conhecimento poderão ser financiadas a partir da chamada aberta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em agosto.


A Chamada 26/2017 - Programa Editorial é uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e prevê, ao todo, R$ 4,5 milhões para as propostas aprovadas, a serem liberados em duas parcelas, de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira do CNPq.


As propostas devem ser submetidas até o dia 18 de setembro e devem contemplar os seguintes critérios: o periódico deve ser mantido e editado por instituição, associação ou sociedade científica brasileira sem fins lucrativos; apresentar periodicidade de pelo menos dois fascículos por ano; ser disponibilizado obrigatoriamente sob o formato eletrônico; ter sido disponibilizado de forma regular nos dois anos anteriores à data da solicitação; estar, obrigatoriamente, indexado em pelos menos duas bases de dados listadas no edital; e estar classificado no Qualis na área predominante da revista.


Para candidatar-se, o proponente deve possuir o título de doutor e ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, ser o coordenador do projeto, ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto.


Para saber mais, acesse aqui o edital.



FONTE: CNPq

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Unifesp é a 3ª melhor Universidade do Brasil no ranking global das mil melhores instituições

A USP segue como a primeira do País; no topo da lista mundial está a Universidade de Oxford


    A Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) está na posição 501-600 entre as 1.000 melhores
    Universidades do Mundo; no País, é a terceira melhor.
 


O Times Higher Education publicou nesta terça-feira, 5, a 14ª edição anual do World University Rankings, a lista definitiva das mil melhores universidades de 77 países. No Brasil, 21 instituições estão incluídas, contra 27 no ano passado. 


A Universidade de São Paulo (USP) segue como a primeira do País, em um grupo que está entre 251 e 300 melhores universidades. Após a posição nº 200, o ranking deixa de considerar as instituições de forma unitária e passa a considerá-las por grupos. No ano passado, a universidade também estava neste grupo. 


O ranking também mostra que as universidades federais do Paraná (UFPR), Bahia (UFBA), Goiás (UFG), Ouro Preto (Ufop), Santa Maria (UFSM), Lavras (Ufla), Viçosa (UFV) e as estaduais de Londrina (Uel) e Maringá (Uem) deixaram de participar do ranking. Por outro lado, entraram para este grupo as seguintes instituições: Universidade Federal de Itajubá (601-800), Universidade de Brasília, Universidade Federal de Pelotas e Universidade Estadual de Ponta Grossa, todas na faixa 801-1000.




A avaliação do THE utiliza informações como número de citações em pesquisa, o nível de internacionalização, o grau de titulação dos professores, a transferência de conhecimento para a sociedade e outros aspectos. 


Veja a lista das 21 universidades que estão no World University Rankings: 


1. Universidade de São Paulo 

2. Universidade Estadual de Campinas 

3. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) 

4. Universidade Federal do ABC (UFABC) 

5. Universidade Federal de Itajubá 

6. Universidade Federal de Minas Gerais 

7. Universidade Federal do Rio de Janeiro 

8. Universidade Federal do Rio Grande do Sul 

9. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 

10. Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) 

11. Universidade de Brasília 

12. Universidade Federal do Ceará (UFC) 

13. Universidade Federal de Pelotas 

14. Universidade Federal de Pernambuco 

15. Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) 

16. Universidade Federal de Santa Catarina 

17. Universidade Federal de São Carlos 

18. Pontifícia Universidade Católica do Paraná 

19. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) 

20. Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) 

21. Universidade Estadual de Ponta Grossa 



FONTES:



Especialistas defendem uso de blockchain para reduzir fraudes no setor público

Blockchain é apontado como uma possibilidade de facilitar a fiscalização das contas do governo




Além de favorecer mais transparência às contas do governo, o blockchain foi defendido como alternativa para integrar as bases de dados dos órgãos públicos por especialistas que participaram de audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, realizada na semana passada.


O debate contou com a participação de especialistas e do Tribunal de Contas da União. O TCU destacou que um dos maiores problemas relacionados ao controle das contas públicas é a falta de integração dos dados do governo, como explica o secretário de gestão de informações do tribunal, Wesley Vaz.


"Se houvesse uma integração maior entre essas informações por parte da administração pública federal, o risco de se ensejar fraudes ou irregularidades no pagamento de benefícios sociais, para citar somente um exemplo, seria muito menor. E seria muito mais barato também, tanto para o gestor da política como as instituições de controle, checarem se aquele pagamento é correto ou não".


Segundo Vaz, o TCU ainda não tem qualquer trabalho de avaliação específica sobre o blockchain, mas a discussão é importante para futuras formas de fiscalização a serem empregadas pelo órgão.



Banco de dados


O blockchain, que tem sido visto como uma possibilidade de facilitar essa fiscalização das contas do governo, é a mesma tecnologia que está por trás da moeda virtual bitcoin. Trata-se de banco de dados com regras preestabelecidas que pode ser consultado por várias pessoas por meio da internet. “O controle não é centralizado, e caso alguém tente fazer algo fora do padrão das regras, outras pessoas conectadas à rede podem rastrear essa ação, como explica o representante da Fundação Etherium, que trabalha com o blockchain”, Alex Van Sande.


"A sua vida inteira está em algum banco de dados, só que eles pertencem a empresas que podem alterar esse banco de dados a qualquer hora. Um blockchain pega esse banco de dados e em vez de cada empresa ter o seu próprio banco de dados, você distribui isso de uma forma onde você tem dezenas de milhares de pessoas comuns que têm uma cópia dos bancos de dados e uma cópia das regras que diz como isso pode acontecer."


Dessa forma, o próprio computador automaticamente permite o controle do cumprimento das regras. Segundo ele, uma tecnologia do tipo blockchain pode tornar a corrupção, o desvio de verbas e a evasão de impostos obsoletos.


Dinheiro público


Segundo Van Sande, com essa tecnologia é possível definir as regras de como um dinheiro pode ser gasto, quem pode tomar decisões sobre ele e uma vez que isso está na rede, uma vez que isso está online, é matematicamente impossível você desviar um centavo, sequer, fora daquelas regras que foram definidas pelo software. “Cinquenta por cento desse dinheiro vai para tal causa, trinta por cento vai para tal causa, vinte por cento vai ser administrado de tal forma, se você coloca isso num software, é matematicamente impossível que esse dinheiro seja desviado de outra forma", disse.


O assunto também tem sido discutido na comissão especial da Câmara que trata da regulamentação do uso de moedas virtuais.


FONTEComputerworld 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Pela 1ª vez em seis anos, empresas conseguem reduzir endividamento

Câmbio mais favorável, troca de dívidas caras por mais baratas e venda de ativos são alguns dos fatores que explicam o movimento; dívida líquida das companhias com ações na Bolsa caiu 1,4% no 2º trimestre em relação ao mesmo período de 2016



Após registrar níveis alarmantes, o que levou a número recorde de pedidos de recuperação judicial, o nível de endividamento das empresas brasileiras, especialmente as de grande porte, começa a cair. Há um esforço extra em renegociar as dívidas para estarem mais bem preparadas para a recuperação da economia, que deve se intensificar a partir de 2018. 


Diferentes indicadores apontam para essa melhora. Dados da Economática mostram que as empresas de capital aberto (com ações na Bolsa) encerraram o segundo trimestre com dívidas líquidas de R$ 533,5 bilhões, montante 1,4% inferior ao de igual período de 2016. Foi a primeira queda após seis anos de crescimento. O valor exclui a Petrobrás que, sozinha, reduziu seu endividamento em 11% no período. 


Segundo Alexandre Castanheira, responsável pela área de mercado de capitais de renda fixa do Morgan Stanley, parte da redução das dívidas veio do câmbio. “As empresas que tinham endividamento em dólar, que caiu de R$ 4 para pouco mais de R$ 3, conseguiram reduzir a alavancagem sem fazer muita coisa.”


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US$ 77 bilhões saíram do País após rebaixamento

Estudo do banco Credit Suisse diz que o quadro pode se agravar com a demora das reformas



Desde que o Brasil perdeu o status de grau de investimento dado pela agência Standard & Poor’s, em setembro de 2015, US$ 77 bilhões de investimentos em títulos de renda fixa e empréstimos a empresas deixaram o País, segundo estudo do banco Credit Suisse. O quadro só não foi pior porque o Brasil não apresentava as mesmas fragilidades que tinha na década de 90, por exemplo. Mas ainda pode se agravar, na avaliação dos economistas do banco, se houver demora muito grande na aprovação de reformas que poderiam equilibrar as contas públicas, principalmente a Previdenciária


Para o banco, historicamente, crises fiscais estão relacionadas com fuga de recursos do País. A maior parte das vezes em que houve moratória da dívida interna nos países da América Latina, incluindo o Brasil, as moedas locais se depreciaram como consequência da saída dos investimentos estrangeiros, o que dificultou a capacidade de pagamento dos juros e da própria dívida. 


A intensidade da fuga dos dólares foi influenciada pela situação das contas públicas e pela percepção dos investimentos sobre a capacidade de pagamento da dívida.


Análise: Teste nuclear pressiona China e enfraquece presidente Xi Jinping

    Xi Jinping discursa na cerimônia de abertura do Fórum de Negócios do BRICS no último domingo (3)


Xi Jinping deveria estar desfrutando de um momento de prestígio mundial, já que o presidente da China estava se preparando para receber os líderes de algumas das economias mais dinâmicas do planeta em uma conferência de cúpula, apenas algumas semanas antes de uma conferência de liderança do Partido Comunista chinês.


Mas horas antes do discurso que Xi faria na conferência cuidadosamente planejada, domingo, o líder norte-coreano Kim Jong Un detonou sua sexta bomba nuclear.



Kim vem escolhendo com extrema precisão o momento de seus testes nucleares e lançamentos de mísseis, aparentemente com o objetivo de criar o máximo embaraço possível para a China. E a reunião dos líderes do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), domingo no sudeste da China, foi imediatamente eclipsada pelas notícias sobre o teste, que causou tremores em habitações chinesas e redespertou o medo de contaminação nuclear na região nordeste do país.


Vejam a análise completa aqui . 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Saldo comercial brasileiro bate recorde para agosto e acumulado do ano




A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,599 bilhões em agosto. O saldo é resultado de exportações que totalizaram US$ 19,475 bilhões, e importações de US$ 13,876 bilhões no mês passado. No acumulado de janeiro a agosto, a balança alcançou superávit de US$ 48,109 bilhões.


Os resultados são recorde tanto para o mês de agosto quanto para o acumulado do ano desde o início da série histórica do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), iniciada em 1989. O governo destacou que, em oito meses, o resultado da balança comercial supera o saldo positivo registrado ao longo de todo o ano de 2016, de US$ 47,7 bilhões.


Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira, as exportações em agosto cresceram 14,7% na comparação com o mesmo mês de 2016, pela média diária. As importações, por sua vez, cresceram 8% na mesma base de comparação.


Vejam a matéria na íntegra aqui . 

CAPES adota identificador digital para inscrição em programas internacionais





A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) solicitará, dos candidatos a bolsas e financiamentos de seus programas internacionais, um código de cadastro na ORCID (Open Research and Contributors Identification, ou Identificação Aberta de Pesquisa e Colaboradores).


Gratuito, o número ORCID é um “nome” digital permanente para identificação de pesquisadores. O código tem 16 dígitos e é único para cada pessoa. Essa característica impede ambiguidades na identificação de autores e colaboradores em publicações ou em instituições. Seu funcionamento é semelhante ao Digital Object Identifier(DOI), código para objetos como artigos científicos, teses e dissertações.


A adoção do código é uma tendência mundial das organizações ligadas a pesquisa. Em 2015, um grupo de grandes editoras científicas passou a exigir o código no processo de submissão de artigos científicos. Isso é possível porque o identificador pode ser utilizado para inscrição em processos seletivos e submissão de trabalhos em periódicos acadêmicos em diversas plataformas.


Quem se inscreve na ORCID, além de receber o código, conta com um espaço para construir um perfil de sua produção e sua trajetória profissional, semelhante a um currículo.


Com a adoção do identificador, a CAPES pretende aperfeiçoar requisitos de seleção e a avaliação de resultados dos programas.


“Queremos acompanhar a evolução acadêmica daqueles que recebem apoio financeiro. Por meio do identificador ORCID, conseguimos relacionar pesquisadores a seus trabalhos de modo confiável, de maneira a ter uma ideia mais precisa da eficácia de nossas ações”, explica a diretora de Relações Internacionais da Capes, Concepta Mcmanus.


No entanto, a inscrição no ORCID não vai substituir o Currículo Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que também é exigido nas candidaturas aos programas internacionais da CAPES.


Experiências


Para a bibliotecária Suely Soares, secretária geral da Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec), instituições e periódicos estão corretos ao demandar dos pesquisadores cadastro no ORCID. “Fiz meu cadastro porque entendi que o ORCID era tudo que um pesquisador precisava para resolver o problema da dispersão de suas citações causado pela diversidade de grafias de seu nome. Eu mesma já fui indexada de forma incorreta tanto na Scielo quanto na Web of Science”, afirma Suely.


Registrado no ORCID desde 2012, o professor Carlos Grohmann concorda que periódicos e instituições solicitem o identificador. “O ORCID tem o potencial de ser o currículo online de todos os pesquisadores, e isso faz muita falta lá fora. Quando organizei uma sessão em evento nos EUA, foi complicado encontrar pesquisadores para palestras porque eu não encontrava os currículos das pessoas. No Brasil, com o Currículo Lattes, não haveria dificuldades; mas, no exterior, esse levantamento era quase impossível até a chegada do ORCID. Algumas pessoas têm ótimos currículos em suas páginas pessoais e outras não têm nada”, acrescentou Grohmann.


ORCID


Organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, a Open Research and Contributors Identification(ORCID) foi criada em 2010 por organizações envolvidas em pesquisa, como universidades, laboratórios, empresas e editoras científicas, com o objetivo de criar um identificador permanente que torne possível relacionar de maneira confiável pesquisadores a suas contribuições e afiliações institucionais.


Em outubro de 2012, a ORCID lançou seu identificador, o qual, segundo a própria organização, atualmente contabiliza mais de 3 milhões de registros. No ano de 2016, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) foi a primeira instituição brasileira a se tornar membro da ORCID, seguida pelas Universidades de São Paulo (USP), e Estadual de Campinas (Unicamp).


Acesse a página da ORCID


Leia a matéria da Revista Fapesp sobre a ORCID


(Lucas Lopes - Brasília - CCS/CAPES)


FONTECapes 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O tráfico transatlântico de escravos, detalhado em um mega-arquivo digital

Site traz mapas, imagens, nomes de escravos, viagens documentadas e outros materiais que dão a dimensão da maior migração forçada da história

    Ilustração de 1820 do Cais Valongo, o porto que recebeu mais escravos nas Américas e maior mercado de           escravos do Rio de Janeiro. Foto: Do livro 'Journal of a voyage to Brazil and residence there',de Maria 
    Graham





Mais de 10 milhões de africanos foram traficados para as Américas entre os séculos 16 e 19, naquela que é a maior migração oceânica forçada na história. O detalhamento dessa tragédia humana pode ser pesquisado no site “Slave Voyages”, uma base de dados digital sobre o tema, disponível em inglês e português, fruto de um esforço internacional de pesquisa que se estende ao longo de décadas, desde o final da década de 1960.


A ideia de criar um conjunto de dados único, oriundos de múltiplas fontes, referentes a viagens negreiras transatlânticas, surgiu ainda nos anos 1990 entre os pesquisadores David Eltis, britânico, e Stephen Behrendt, americano. A construção do site, no entanto, só foi possível a partir de um prêmio concedido à pesquisa em 2006, pela Universidade de Emory, nos EUA.


O que há no site


Compilação de arquivos ao redor do mundo, a base de dados do site contém registros de mais de 35 mil expedições. A metodologia e fontes usadas estão detalhadas em uma seção que ajuda a entender e começar a usar o banco.


Além de consultá-lo e encontrar viagens específicas, é possível fazer o download dos dados encontrados e criar listas, tabelas, e mapas personalizados. Na aba “colabore”, também se pode colaborar com suas descobertas e corrigir eventuais erros nos dados.


Nem todas as expedições de escravos do período foram documentadas. Segundo o site, os escravos vindos em viagens documentadas representam quatro-quintos do número de africanos transportados. Tendo isso em mente, uma página interativa de estimativas ajuda quem pesquisa a chegar mais perto do volume total do tráfico de escravos.


O material ainda conta com materiais educativos, como planos de aula, ensaios (todos traduzidos para o português) que analisam as viagens, a escravidão e o fim do tráfico; e “mapas introdutórios” que mostram, por exemplo, o volume e a direção do tráfico de escravos, de todas as regiões africanas para todas as regiões americanas, e as principais regiões e portos envolvidos no tráfico.


Há um banco de imagens com manuscritos, mapas antigos e ilustrações de escravos, navios e lugares. E um banco de nomes que identifica 91.491 africanos cativos em uma ficha que inclui o nome, a idade, o sexo, a origem, o país e os locais de embarque e desembarque de cada um.


Compilar dados sobre o tráfico de escravos não é novidade. O trunfo do projeto, destacado pelo site “The Conversation” é a apresentação desses dados de maneira compreensível e visualizável para um público amplo, que inclui pesquisadores e professores, mas também estudantes e outros interessados.


Uma representação animada do tráfico de escravos da África para as Américas no período, presente em um artigo da revista “Slate”, demonstra o fluxo do tráfico ao longo do tempo.


O Brasil escravocrata no arquivo


“A roda sul moldou o enorme tráfico para o Brasil, que durante três séculos foi quase exclusivo dos maiores traficantes de escravos de todos, os portugueses. Apesar de arvorarem a bandeira portuguesa, os traficantes de escravos que navegavam pela roda sul administravam seus negócios em portos brasileiros, e não em Portugal. Os ventos e as correntes asseguraram, portanto, duas grandes rotas de escravos — a primeira com raízes na Europa, e a segunda no Brasil. Os ventos e as correntes também determinaram que os africanos transportados para o Brasil viessem predominantemente de Angola”

David Eltis (Emory University), 2007

No ensaio “Um breve resumo do tráfico transatlântico de escravos”



Na seção de estimativas do volume total de expedições realizadas, há duas datas chave para o tráfico de escravos mundial do período que dizem respeito ao Brasil. São elas:

- 1560: início do tráfico de escravos contínuo do Brasil
- 1850: abolição do tráfico de escravos no Brasil (mas não, ainda, da escravidão)

Nesse período, a estimativa do site é de que o volume total de escravos desembarcados somente no Brasil tenha sido superior a 5 milhões.


O fim do tráfico


Mesmo tornado ilegal nos primeiros anos do século 19 pelos governos americano e britânico, que começaram a reprimir a prática em território marítimo, o tráfico de escravos para o Brasil continuaria ainda por meio século, dada sua enorme importância econômica para os traficantes portugueses e para a produção monocultora das colônias americanas, principalmente para a cana-de-açúcar e a mineração no Brasil. 


Ações decisivas contra o tráfico vindas das regiões importadoras, segundo o ensaio que trata da abolição presente no site, só ocorreram em meados dos anos 1840 e em 1851. Foi quando os governos de Cuba e do Brasil, respectivamente, tomaram medidas contra o tráfico. Entre as décadas de 1840 e 1850, o tráfico caiu de uma média de 50.000 por ano para 16.000, e, a partir de 1860, para a metade disso.


A nível mundial, a escravidão teve fim nas últimas décadas do século 19. No Brasil, a Lei Áurea, que aboliu a escravidão, data de 1888.


FONTE: Nexojornal . 

Texture – um editor de manuscritos científicos aberto

Substance convida a comunidade a usar e contribuir para o novo editor de texto em XML


Texture é um software de edição de código aberto projetado especificamente para editar e comentar conteúdo científico. O Texture possui suporte de primeira classe para a JATS (Journal Article Tag Suite), o padrão de facto para arquivamento e intercâmbio de conteúdos científicos de acesso aberto com XML.
Neste post, vou explicar a motivação e a missão por trás do Texture. Abordarei o estado atual do desenvolvimento, uma visão sobre em que estaremos trabalhando a seguir e como você pode participar.

Publicar um artigo científico demora muito tempo e custa muito caro

Hoje em dia, os autores podem escolher escrever seu manuscrito em um processador de texto tradicional (como o Microsoft Word) ou usar uma linguagem de marcação compilada (como LaTeX). O primeiro é fácil de usar, mas oferece apenas conteúdo pronto para impressão, o segundo fornece mais estrutura, porém requer que o usuário trabalhe com um editor de texto simples e aprenda uma linguagem de marcação. Em ambos os casos, os publishers precisam converter o formato de apresentação em JATS-XML estruturado, antes que ele possa ser publicado e arquivado. Esta etapa requer uma quantidade significativa de trabalho manual, geralmente feito por empresas de editoração e usando ferramentas comerciais próprias. Por isso, não só os documentos geralmente levam muitos meses desde a submissão até a publicação, mas o processo também é extremamente caro. Esperamos que as ferramentas abertas que simplifiquem o fluxo de trabalho de publicação permitirão aos publishers concentrarem-se na entrega de um serviço de avaliação por pares de alta qualidade para a comunidade de pesquisadores.