quarta-feira, 18 de abril de 2018

Governo Trump resiste à entrada de Brasil na OCDE

Telegrama confidencial revela que representante da Casa Branca indicou que faltaria no Brasil 'consenso claro sobre as reformas', especialmente por meio de 'respaldo eleitoral'



O governo de Donald Trump já deixou claro ao Palácio do Planalto que deu preferência para a adesão da Argentina à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), alegando que existia um “respaldo eleitoral” em Buenos Aires pelas reformas que Maurício Macri estaria realizando e que essa ainda não seria a realidade do Brasil. O recado foi dado ao governo brasileiro no final de março, durante encontros de representantes da Casa Civil com Landon Loomis, assessor especial para o hemisfério ocidental e economia global do vice-presidente americano, Mike Pence.


Nos últimos seis meses, o governo brasileiro proliferou encontros com a cúpula da OCDE para encontrar formas de fazer avançar seu processo de entrada no organismo internacional e considerado como “o clube dos países desenvolvidos”. 


Mas, ainda que a secretaria da entidade seja favorável à chegada do Brasil, o voto americano tem impedido que o processo ganhe força. Em janeiro, em Davos, Temer aproveitou suas reuniões bilaterais para tratar do caso com o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria. O diplomata, porém, sugeriu que o governo brasileiro se aproximasse de membros da administração americana para os convencer dos pontos positivos da adesão do Brasil. 


Nos meses que se seguiram, foi exatamente isso que o Brasil fez. Entre os dias 26 e 27 de março, o representante da Casa Civil, Marcelo Guaranys, esteve em Washington para alguns desses encontros, cujo teor foi colocado em um telegrama da chancelaria no dia 3 de abril.


Leia mais aqui . 

Nenhum comentário:

Postar um comentário