terça-feira, 24 de outubro de 2017

Estudo do BC sobre uso de blockchain como alternativa para operar o Sistema de Transferência de Reservas (STR) será tema de audiência

Análise do Deinf do BC sobre possibilidade de utilizar blockchain como alternativa para liquidar transações será debatido na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados




Desde o ano passado, o Laboratório de Inovação, grupo de trabalho formado no Departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central com foco em tecnologia, pesquisa as vantagens da utilização do distributed ledger technology (DLT), a tecnologia do blockchain. O resultado de um dos estudos foi o artigo "Distributed ledger technical research in Central Bank of Brazil", disponível no site institucional do BC.


O trabalho é o resultado de estudos teóricos e práticos que o departamento elaborou sobre a aplicabilidade do blockchain no BC e será tema de audiência pública nesta terça-feira, 24, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, para debater "a prova de conceito em blockchain do Sistema de Pagamentos Brasileiro" desenvolvida pelo banco.


Entre os potenciais usos da tecnologia estão a emissão de moedas soberanas eletrônicas, a criação de um sistema de gerenciamento de identidades e de um sistema alternativo de liquidação de transações — este último, escolhido para teste de aplicabilidade. 


A pesquisa concentrou-se em verificar se a tecnologia blockchain poderia manter um sistema financeiro operante em caso de completa indisponibilidade do Sistema de Transferência de Reservas (STR) do BC. "Concluímos, com o estudo, que essa tecnologia ainda não está madura o suficiente, apesar de ter potencial. Esbarramos em questões de privacidade entre instituições financeiras, que infringem os requisitos atualmente exigidos pelo BC. Mas, se fosse possível alterar esses requisitos, daria para manter o sistema financeiro operando em regime de contingência no caso de uma queda completa do BC. O blockchain poderia nos dar algo que não conseguimos com as tecnologias atuais", afirmou Aristides Andrade Cavalcante Neto, chefe adjunto no Departamento de Tecnologia da Informação (Deinf).


A publicação do artigo é, também, uma maneira de compartilhar informações com outras instituições estrangeiras, como bancos centrais, sobre as percepções que o BC vem tendo com suas pesquisas. "Da mesma forma que estamos nos aproveitando dos artigos que as instituições estrangeiras publicam, gostaríamos de dar nossa contribuição. Conseguimos, inclusive, abrir um canal de comunicação com o Banco Central de Cingapura, por exemplo, podendo trocar informações", explicou Aristides. Segundo ele, o Banco do Canadá e o Banco da Inglaterra, em conjunto com o Banco Central de Cingapura, estão bem avançados no estudo do tema.


FONTEComputerworld

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