segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A 3ª maior economia do mundo pode perder o rumo em meio à crescente crise política (e não só ela)

Japão enfrenta crise política que ameaça o "Abenomics", plano do primeiro-ministro Shinzo Abe - mas há outras ameaças no radar, como Estados Unidos, Arábia Saudita, Europa e Venezuela.



O final do primeiro semestre foi visto com grande alívio pelos mercados mundiais, principalmente após a eleição na França, que diminuiu os receios de uma ruptura na zona do euro com a ascensão de eurocéticos, principalmente após o "Brexit" em meados do ano passado.


Porém, os riscos políticos pelo mundo seguem no radar - e com potencial de grande impacto para a economia global. Uma das crises que mais vem ganhando destaque é da terceira maior economia do mundo - a do Japão - e que pode levar a uma mudança significativa na política econômica.


As reações populares em meio a suspeitas de nepotismo e concessões de favores por parte do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, levou o líder a registrar uma aprovação abaixo dos 30%. A popularidade de Abe também sofreu um baque em meio à desilusão geral sobre a sua liderança e questões envolvendo também a ex-ministra da Defesa. No final de julho, Tomomi Inada renunciou ao cargo em meio a documentos que apontam que ela ajudou a ocultar os registros que expuseram os perigos enfrentados pelas forças de paz japonesas no Sudão do Sul.


Assim, Abe fez uma reorganização de seu ministério na semana passada em uma tentativa de combater sua queda de popularidade, que incluiu a substituição de Tomomi por Itsunori Onodera, que já ocupou o cargo antes. Contudo, destaca a CNBC, ainda não está claro se ele pode permanecer no cargo até as eleições do ano que vem.


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