segunda-feira, 14 de agosto de 2017

70 anos de ódio entre Índia e Paquistão





Foi uma divisão violenta. Cerca de 1 milhão de pessoas morreram em consequência dela, e milhões foram deslocadas e afastadas de suas regiões de origem. O subcontinente indiano, que era o lar de gente de várias confissões, foi dividido e mutilado. Uma nação foi extraída à força dele, com base na religião, na alteridade e na desconfiança.


Ela foi chamada Paquistão. As dores do parto, as graves lesões corporais, o sofrimento físico e emocional nunca deixaram a antiga colônia britânica. Em 2017, quando Índia e Paquistão celebram o 70º aniversário de sua independência, os sentimentos de divisão e separação continuam intactos, exatamente como eram na meia-noite de 14 de agosto de 1947.


Os primeiros meses da partição deram o tom para o futuro das relações. Índia e Paquistão se envolveram num conflito territorial em torno da região da Caxemira, com os conselheiros do fundador do Paquistão, Muhammad Ali Jinnah, enviando um grupo de guerreiros tribais para "libertar" a Caxemira do domínio de um marajá hindu.


Em resposta, a Índia enviou suas tropas para a área, ocupando a maior parte do território, enquanto o Paquistão assumia o controle do resto. Desde então, os dois países já se envolveram em três guerras por causa da Caxemira, e o conflito continua sendo o maior impedimento para se chegar a relações bilaterais cordiais. Com o apoio do Paquistão a grupos separatistas islâmicos na Caxemira, uma disputa de tom secular e étnico se transformou numa batalha disputada ao longo de linhas confessionais.


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